segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Vendendo em tempos de crise: alternativas para o seu e-commerce

A crise de consumo no Brasil já dura um bocado de tempo. Saber como aumentar vendas em tempos de crise deixou de ser um diferencial competitivo e virou questão de sobrevivência.
Em 2015 fiz uma palestra exatamente com este tema durante a Meet Magento, um evento voltado para usuários do software de e-commerce mais popular do mundo. Desde então, todas as minhas convicções só ganharam força. Mais do que isso, percebi que as práticas que sugeri vão de encontro à uma nova situação global, onde o crescimento acelerado de demanda acabou em praticamente todo o planeta.
Nem todas as notícias são tão ruins, e em toda a crise aparecem as oportunidades. Falando do varejo, vemos que o varejo de rua e shoppings caiu significativamente (4,3% no Brasil dados do IBGE), mas o varejo online cresceu 15% em comparação ao ano anterior (fonte E-Bit). Claro que como qualquer avaliação de indicador devemos ser desconfiados.
Na verdade, o crescimento do e-commerce perdeu força e o crescimento descontada a inflação foi tímido, muito perto de 4%. Mesmo assim, olhar para um segmento que cresce pouco é uma boa alternativa quando o resto do setor afunda. Obviamente um modo de vender mais em tempos de crise é ativar canais digitais de venda.
Além do e-commerce tradicional, onde muitos varejistas e indústrias já atuam, ampliar os canais para dispositivos móveis – usando o Whatsapp como ferramenta de vendas por exemplo – acaba sendo uma estratégia viável e inteligente.
Com o consumo em recessão a conquista de novos consumidores ficou mais difícil. A questão agora não é apenas promover produtos para a maior quantidade de consumidores possível, com a maior frequência de mídia que o orçamento consegue atingir. Não tem mais gente comprando hoje do que tinha ontem.
Tem menos gente gastando, tem mais gente querendo gastar menos. Se você quer aumentar vendas em tempos de crise, tem que entregar a oferta certa para o cliente certo, no momento certo, pelo canal que o cliente prefere. Entregar oferta para um cliente disposto a pagar preço cheio é jogar dinheiro fora.
Entregar oferta para cliente fora do alvo é perder venda e perder relevância no diálogo. Esteja atento para a automatização do seu marketing. Ninguém consegue dar escala na customização de ofertas sem tecnologia e inteligência.
Falando em inteligência, durante as crises as empresas ficam mais sensíveis a ouvir propostas sobre melhorias em processos e revisão do modelo de marketing e vendas. Durante a bonança grande parte dos executivos surfa a onda sem se preocupar com esforços para investir em melhorias estruturais dos seus canais de comunicação e vendas. Boa hora para buscar uma consultoria especializada, que tenha objetivos claros de alavancar otimização de resultados.
O modelo de ganhos por performance com agencias de publicidade também pode ganhar espaço. Além de reduzir o investimento fixo, dividir o risco em épocas de risco alto não faz mal a ninguém. Criar vínculos com parceiros comprometidos com vendas traz melhores resultados do que enriquecer criativos focados em prestigiar o ego de executivos de marketing.
Em resumo, as crises separam os fracos dos fortes, os vencedores dos perdedores, os que choram e os que vendem lenços. E está aí o desafio: nos tempos de crise não basta apenas vender mais. É preciso vender mais gastando menos.

Pokémon Go acaba com a bateria do celular

O game Pokémon Go, chegou ao Brasil recentemente e já virou febre entre adultos e crianças, mas um problema que a maioria dos usuários estão constatando é que ele consome rapidamente a bateria dos smartphones, uma vez que o jogo utiliza o GPS para transmitir a localização e a câmera para ajudar na captura dos personagens.
Segundo o site Olhar Digital, testes independentes mostram que 30 minutos de jogo chega a drenar 15% da vida útil da bateria, enquanto que passar30 minutos navegando no Facebook consome somente 5%.
Além de ativar o modo de economia dos smartphones, que reduzem o brilho da tela e desativam aplicativos essenciais, os usuários estão buscando baterias portáteis. Na verdade, o jogo tem impulsionado a venda de baterias portáteis, também conhecidas como power banks.
De acordo com a Forbes, a vendas desses produtos, nos Estados Unidos, dobrou, e em alguns casos chegou a triplicar, já na primeira semana que o Pokémon Go estava disponível no país.

110V OU 127V: QUAL É O CORRETO?

A dúvida é muito comum, uma vez que as duas indicações de tensão (grandeza elétrica medida em volts, símbolo V) são encontradas para equipamentos elétricos.  Um reforço ao impasse está no início da história da eletrificação urbana no Brasil, quando os transformadores de distribuição eram em maioria monofásicos, com tensão de fornecimento 220 V ou 110 V em seus terminais de baixa tensão.
A energia elétrica quando gerada através de máquinas girantes, tais quais geradores de usinas hidroelétricas, termoelétricas, termonucleares, entre outras, proporciona uma tensão, que assim como o movimento da máquina, tem um comportamento circular ao longo do tempo, daí a origem da chamada tensão alternada, que varia ao longo do tempo de forma cíclica. Consequentemente o fluxo de energia elétrica se dá através de corrente alternada (CA), ou na língua inglesa, alternating current(AC).
O valor eficaz que tem este comportamento variável cíclico da tensão é convencionalmente 127 V ou 220 V para instalações de uso comum no Brasil. Este valor eficaz pode ser medido com um voltímetro simples entre os terminais de uma tomada, por exemplo.
Assim o correto é a utilização de equipamentos projetados para funcionar em 127 V e não 110 V.
Como em outros países o nível de tensão convencionado para distribuição em baixa tensão assume valores diferentes (como 110 V), é provável que alguns equipamentos elétricos importados cheguem com este tipo de especificação, o que não é apropriado, pois mesmo que o equipamento funcione normalmente sob uma tensão apenas 17 V maior, não foi projetado para tal, portanto os desgastes de componentes elétricos e mecânicos serão acelerados, favorecendo inclusive o risco de sobreaquecimento.
Como também é muito comum encontrarmos instalações residenciais e comerciais em 220 V é recomendável, em caso de dúvida, solicitar a um eletricista que verifique qual o valor da tensão em volts na instalação para cada ponto de uso, antes de sair plugando os equipamentos.
Na prática a tensão fornecida pela concessionária de energia pode sofrer variações em função da demanda de usuários, sobrecarga de transformadores, ou outros aspectos técnicos como perdas na transmissão e distribuição de energia elétrica. AAgência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) regulamenta que no fornecimento em 127 V a tensão adequada ao uso está na faixa de 116 V à 133 V. Para o fornecimento em 220 V, a faixa de tensão considerada adequada é de 201 V à 231 V.
Para aplicações elétricas com finalidades mais específicas, como nas instalações industriais, outros níveis de tensão podem ocorrer nos sistemas de corrente alternada em baixa tensão, sendo muito comum 380 V e 440 V.
Estar atento às especificações do manual do fabricante quanto à tensão de utilização de equipamentos elétricos ou eletroeletrônicos e ter um conhecimento básico de suas instalações elétricas é um bom modo de evitar armadilhas e aborrecimentos na aquisição destas tecnologias.

QUEDA DE TENSÃO: COMO EVITAR ESTE PROBLEMA NAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Máquinas e equipamentos elétricos convencionais são projetados para funcionar na tensão de 127 V e/ou 220 V e pequenas alterações na tensão de uso, em torno de 5%, não costumam comprometer a sua utilização. Em alguns casos, contudo, uma queda de tensão muito maior pode ocorrer, resultando em mau funcionamento ou risco de danos ao equipamento em questão.
A queda de tensão geralmente está associada ao mau dimensionamento dos condutores elétricos. Mesmo com as excelentes características de condução de eletricidade do cobre, deve-se considerar que os cabos possuem resistência elétrica, isto é, ocorrerão pequenas perdas de tensão no condutor.
 Fios e cabos de cobre terão menor resistência elétrica quanto maior for a sua bitola.  Por esse motivo, quando se trata da capacidade de corrente para um determinado cabo, esta cresce conforme aumenta a área de seção do condutor (em milímetros quadrados). 
Mas a resistência elétrica de um cabo não depende apenas de sua bitola, depende também do seu comprimento. Neste caso, a resistência elétrica do cabo cresce conforme seu comprimento aumenta. Assim, em um longo lance de cabos a resistência elétrica pode ser considerável, causando queda de tensão.
Outro fator que também pode aumentar a resistência dos condutores são emendas e conexões mal instaladas ou com materiais inadequados. Neste caso, além de contribuir para o problema de queda de tensão, há também um aquecimento excessivo no ponto de conexão.
Em sistemas de iluminação, a queda de tensão se evidencia pela luminosidade reduzida das lâmpadas e queima frequente dos reatores e lâmpadas. Quando ocorre em máquinas, provoca perda da potência e riscos de danos aos motores. A condição é detectada medindo-se a tensão (em volts) no ponto de uso com um multímetro ou voltímetro, estando o equipamento ou máquina elétrica funcionando a plena carga (se for um chuveiro, por exemplo, deve estar ligado na temperatura de inverno).
Ocorrendo uma queda de tensão excessiva em dado ponto da instalação, a correção normalmente se dá através do redimensionamento dos cabos, substituindo o lance de fiação problemático por cabos de maior bitola. É recomendável consultar um profissional habilitado na área para verificar a bitola ideal do novo cabo.
O problema de queda de tensão costuma ocorrer em lances de fiação de 30 metros ou mais, e pode ser prevenido já na fase de projeto. Conforme a norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em instalações atendidas por rede de baixa tensão, o limite máximo para queda de tensão no ponto de uso deve ser 5% em relação ao ponto de entrega da concessionária. 

RESISTÊNCIA ELÉTRICA: COMO CALCULAR OU MEDIR


A resistência elétrica é uma característica fundamental para o funcionamento de máquinas elétricas que produzem calor, como chuveiros, lâmpadas incandescentes, fornos e aquecedores elétricos.
Quando os elétrons viajam através de um condutor, proporcionando corrente elétrica, encontram certa dificuldade em percorrer o caminho, o que provoca a transformação de parte da energia elétrica em calor (efeito Joule). Isto se dá pelo fato de ocorrer oposição do material ao movimento livre dos elétrons, e tal característica é chamada resistividade, e varia conforme o tipo de material, sendo que em bons condutores (como cobre e alumínio) ela é bastante baixa.
A resistência elétrica (R) para um condutor (por exemplo, um cabo de cobre) será proporcional à resistividade e ao comprimento do material, mas ocorre em proporção inversa à área de seção transversal desse condutor. Um elemento de circuito que consome energia elétrica para convertê-la integralmente em calor é chamado resistor, e sua resistência elétrica quando submetido a uma diferença de potencial V (em volts) e uma corrente I (em ampères) pode ser obtida pela expressão:
R= V / I
A unidade convencional para resistência elétrica é o ohm (Ω).
Exemplo: para um resistor que está ligado em 220 V, com uma corrente de 11 A, a resistência elétrica será R = 220 / 11 = 20 Ω.
O valor de resistência elétrica também pode ser facilmente obtido através de medição, utilizando-se um multímetro comum. Basta fixar as pontas de prova do instrumento às extremidades de uma determinada peça (resistor, cabo, resistência de chuveiro, ou outro elemento que se pretenda medir), e através do botão seletor, escolher a escala mais apropriada para a medição. Esta tarefa deve ser feita sobre uma peça desconectada da rede elétrica.
A resistência elétrica além de provocar aquecimento é utilizada para limitar a corrente que percorre um circuito, assim, para obter um banho quente na temperatura adequada e sem danificar a resistência, é fundamental que se observe a especificação correta para o equipamento e rede elétrica em uso (220 ou 127 V).